Quinta, 16 de Setembro de 2021 16:28
93991395136
Política CPI da Vale

Minério do Pará alimenta empregos e fábrica da Vale no Ceará: e o povo daqui leva ferro

Deputados visitaram Complexo Siderúrgico do Pecém no Ceará

04/09/2021 10h57
199
Por: Joabe Reis Fonte: Assessoria de Imprensa da Alepa
Minério do Pará alimenta empregos e fábrica da Vale no Ceará: e o povo daqui leva ferro

Os deputados que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), que investiga as atividades da mineradora em solo paraense, estiveram nesta sexta-feira, 3, averiguando de perto as instalações e operações do Complexo Siderúrgico do Pecém (CSP), instalado desde 2016, em São Gonçalo do Amarante, no Estado do Ceará. A comissão parlamentar é liderada pelo deputado Eraldo Pimenta.

A Companhia Siderúrgica do Pecém é uma joint venture binacional formada pela brasileira Vale (50% de participação) e pelas sul-coreanas Dongkuk (30%), maior compradora mundial de placas de aço; e Posco (20%), 4ª maior siderúrgica do mundo e a primeira na Coréia do Sul. Com investimentos da ordem de US$ 5,4 bilhões, a CSP é a primeira usina integrada no Nordeste e a trigésima instalada no Brasil.No ano passado, a CSP comercializou 2,8 milhões de toneladas de placas de aço. Cerca de 14% desses embarques, em 2020, foram direcionados às usinas brasileiras. Atualmente, a CSP exporta, principalmente, para os Estados Unidos, Canadá, México, Itália e outros países da Europa.Os projetos de siderurgia são grandes geradores de emprego na cadeia produtiva da mineração. As atividades no Pecém geraram cerca de 5 mil empregos e foram instalados projetos de verticalização, o que não aconteceu no Pará.Os deputados questionam sobre o que motivou a Vale a investir em volumosos recursos no Ceará e a verticalizar a produção em outro estado, sendo que todo minério processado na siderúrgica do CSP tem origem em solo paraense, onde existem as maiores jazidas de minério e com alto teor de qualidade.Visitamos a grande fábrica siderúrgica do Pecém, onde foram criados 5 mil empregos, sendo que a matéria prima sai do nosso estado e não se tem investimentos dessa envergadura aqui no Pará, que é o principal gerador de renda dessa empresa. A Vale tem que entender que é apenas detentora de uma concessão minerária. São esses questionamentos que estamos fazendo em comparação ao nosso estado”, afirmou o presidente da CPI, deputado Eraldo Pimenta.

A extração de minério em Carajás, maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, tem contribuído para a posição de destaque na produção da empresa, tanto no mercado nacional e internacional, com produção de 190 milhões de toneladas no ano de 2020, segundos dados da empresa.

Aproximadamente há 10 anos, o povo paraense espera pela construção da Aços Laminados do Pará – a Alpa – em Marabá, uma antiga promessa da mineradora Vale que não saiu do papel.

Diante do crescimento da empresa, é notória a importância estratégica do Pará em suas operações, porém, os investimentos não são na mesma proporção, e esse descontentamento é um clamor da sociedade paraense, que motivou os deputados a instalarem a CPI.

CPI Prorrogada

Durante as votações em Sessão Extraordinária de terça-feira (31.08), os deputados aprovaram o requerimento que solicita a prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Vale que investiga a atuação da empresa no Pará.
Com a prorrogação, a comissão ganha tempo para continuar apurando denúncias de sonegação de impostos, não cumprimento de condicionantes, evasão de divisas, entre outras questões que estão sendo apuradas e investigadas pelos deputados membros, com apoio do Ministério Público Estadual.
O presidente da CPI, deputado Eraldo Pimenta, falou sobre a necessidade de se prorrogar o prazo por mais 90 dias. “Acredito que nesses 90 dias faremos a conclusão desse trabalho e iremos direcionar o relatório final para que possamos levantar todos os dados, informações, fazer uma coisa democrática. Na realidade ela sonega impostos e sou claro em dizer isso, e a gente quer saber o cerne disso. Não se está indiciando.  Agora, nós estamos em uma fase investigativa e séria”, afirmou.

Um dos questionamentos é sobre o que motivou a mineradora a investir em grandes projetos siderúrgicos no Pecém, no Estado do Ceará, considerando que o Pará é o detentor de toda produção mineral, processada naquele estado.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias