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Pará: Municípios sem bibliotecas públicas, como Uruará, são alvos de projeto para zerar essa falta

População de Medicilândia irá receber sua biblioteca pública em 2022

14/12/2021 às 09h24 Atualizada em 14/12/2021 às 09h40
Por: Joabe Reis Fonte: Da Redação com informações do Dol
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Pará: Municípios sem bibliotecas públicas, como Uruará, são alvos de projeto para zerar essa falta

Zerar o déficit de municípios sem bibliotecas públicas no estado. Essa é a meta do Governo do Estado, por meio da Fundação Cultural do Pará. O objetivo desafiador vem sendo trabalhado pelo Sistema Estadual de Bibliotecas, vinculado à Diretoria de Leitura e Informação do órgão; e envolve uma intensa agenda de viagens e articulações por parte de sua equipe técnica.

A Fundação vem investindo para garantir que todos os municípios paraenses tenham sua biblioteca pública há alguns anos, a partir de uma pesquisa colaborativa realizada pela FCP em parceria com o Instituto de Políticas Relacionais, sediado em São Paulo. “Contratamos pesquisadores para percorrer as 12 regiões de integração do Pará, para no final obter um diagnóstico real da situação em todo o estado”, explica Marinilde Barbosa, coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas. Segundo a técnica, atualmente há 28 municípios sem biblioteca pública em funcionamento. A mais recente incursão presencial do Sistema para mudar esta realidade foi na região do Xingu, onde oito cidades foram visitadas. Dos 10 municípios, de acordo com o diagnóstico obtido, apenas Altamira e Brasil Novo possuíam centros de leitura. Os demais, como Uruará, não tem biblioteca pública.

O cenário para o ano que vem na região se apresenta promissor: pelo menos duas bibliotecas serão inauguradas no primeiro semestre, em Medicilândia e Vitória do Xingu. “Fomos conhecer as futuras instalações das bibliotecas. A Fundação irá apoiar a abertura desses espaços com a doação de acervo e capacitação dos profissionais”, adianta Marinilde. “Vamos organizar o espaço e, depois de entregá-lo à comunidade, iremos com outras formações pra tornar torná-los vivos, com dinamização, mediação de leitura, contação de histórias, entre outras capacitações de acordo com a necessidade do município”.

A implementação de políticas públicas na área do livro e da leitura pela Fundação conta com diversas parcerias que tornam a realização possível. “Foi uma viagem com muitos resultados. Foram duas semanas e mais de 4 mil km percorridos, mas só conseguimos obter sucesso graças à recepção dos gestores e à parceria com a Associação dos Municípios das Rodovias Transamazônica, Santarém/Cuiabá e Região Oeste do Pará – AMUT”, destaca a coordenadora. No horizonte, estão investimentos nas regiões do Tapajós, Araguaia e Carajás. Duas bibliotecas já foram inauguradas recentemente no Marajó, ainda na pandemia – em Santa Cruz do Arari e em Melgaço.

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